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Caso Cauã dos Santos: Comissão da Alerj vai questionar DH sobre dificuldade no acesso ao inquérito  | Rio de Janeiro


Família de Cauã participou de reunião com a Comissão de Direitos Humanos da Alerj – Marcos Porto/Agência O Dia

Família de Cauã participou de reunião com a Comissão de Direitos Humanos da AlerjMarcos Porto/Agência O Dia

Rio – A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CDDHC) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) vai encaminhar um ofício à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) questionando os motivos que levaram à especializada a negar o acesso da família de Cauã da Silva Santos, de 17 anos, ao inquérito sobre sua morte. O adolescente foi baleado na comunidade do Dourado, em Cordovil, na Zona Norte do Rio, no dia 4 de abril, e não resistiu aos ferimentos. Parentes do jovem participaram, na tarde desta terça-feira (12), de uma reunião na Casa.

A Comissão recebeu, nesta terça-feira, familiares do adolescente. A presidente da Comissão, deputada Dani Monteiro (Psol), esteve com a mãe do estudante, Cláudia Helena Camargo da Silva, e com seu tio, Thiago Velasco. No encontro, o advogado da família, Alberto da Silva Fertin, falou sobre as dificuldades no acesso aos inquéritos civil e militar que tratam da morte do adolescente.

“A gente está tendo dificuldade em entrar no processo para ter vista na integralidade do inquérito. Não temos como falar sobre as provas, só sabemos que todos envolvidos já foram ouvidos, mas a defesa ainda não teve esse acesso”, disse Fertin, solicitando ajuda da Comissão.

Além de procurar a DH, o colegiado também vai buscar contato com o 16º BPM (Olaria) e o Ministério Público para se informar se houve comunicação formal referente à operação no dia em que Cauã foi morto. “Cauã era um jovem de 17 anos, estudante, trabalhador e esportista. Ele era um brasileiro que como lembra o nosso hino não fugiu à luta. Infelizmente, a vida do Cauã foi ceifada por uma lógica de segurança pública que não prioriza e não garante os direitos humanos”, observou a deputada Dani Monteiro.

Abalada, a mãe de Cauã chorou e disse que só deseja justiça. “Meu filho não merecia isso, ele não era bandido. A única coisa que eu quero é justiça e que todos que fizeram isso com o meu filho sejam punidos”, declarou Cláudia da Silva, que foi encaminhada pela Comissão de Direitos Humanos ao Núcleo de Atenção Psicossocial a Afetados pela Violência de Estado (Napave), juntamente com o tio do adolescente.

Operações justificadas

De acordo com determinação do Supremo Tribunal Federal, por meio da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), nº 635, as operações policiais nas comunidades do Rio precisam ser justificadas.

Fonte: Internet

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