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Entenda a investigação sobre a morte de Kathlen; ‘erro de execução’ de disparo por PMs é uma das hipóteses | Rio de Janeiro

A Delegacia de Homicídios segue em diligências para finalizar a investigação sobre a morte de Kathlen Romeu, de 24 anos. Grávida, ela morreu após ser atingida por um tiro no Complexo do Lins, na Zona Norte, em junho de 2021.

A Polícia Civil já sabe que o tiro que atingiu Kathlen Romeu foi disparado por um policial militar. Uma das hipóteses investigadas é que os PMs agiram em legítima defesa, mas que houve um “erro de execução” no momento do disparo.

A Polícia Civil ouviu testemunhas-chave, a família da vítima e os policiais envolvidos. A delegacia, no entanto, segue realizando diligências que possam levar à conclusão das investigações.

Os policiais alegam que atiraram porque foram atacados e revidaram as agressões. O tiro que atingiu Kathlen, segundo esta versão, foi disparado em legítima defesa para defender os agentes de traficantes.

Familiares de Kathlen e outras testemunhas, no entanto, dizem que não havia confronto no momento em que a jovem de 24 anos foi atingida.

Segundo as investigações, os cabos Rodrigo Correia de Frias e Marcos da Silva Salviano efetuaram disparos. Um tiro atingiu Kathlen, matando-a no local.

“Integrantes do Grupamento Tático de Polícia Pacificadora (GTPP) da 3ª UPP do 3º BPM, envolveram-se nas circunstâncias da morte da vítima KATHLEN ao terem os denunciados FRIAS e SALVIANO efetuado disparos de arma de fogo, com o armamento acima descrito, a partir do chamado Beco do 14, tendo sido a vítima atingida na Rua Araújo Leitão, paralela ao referido beco”, afirmou o Ministério Público.

Em dezembro, cinco policiais militares foram denunciados por de fraude processual e falso testemunho.

A primeira audiência do caso está marcada para a próxima segunda-feira.

  • Os PMs Cláudio da Silva Scanfela, Marcos da Silva Salviano, Rafael Chaves de Oliveira e Rodrigo Correia de Frias foram denunciados por duas fraudes processuais e por dois crimes de falso testemunho.
  • E o capitão Jeanderson Corrêa Sodré foi denunciado por fraude processual na forma omissiva.

De acordo com a denúncia, os PMs Chaves, Frias, Scanfela e Salviano retiraram o material que estava no local antes da chegada da perícia, e ainda acrescentaram 12 cartuchos calibre 9 milímetros deflagrados e um carregador de fuzil 556, com 10 munições intactas.

Também segundo o documento, Jeanderson Corrêa Sodré, mesmo estando no local e podendo agir como superior dos PMs, se omitiu da função que, por lei, deveria cumprir, que seria fazer a “vigilância sobre as ações de seus comandados”.

“Enquanto deveriam preservar o local de homicídio, aguardando a chegada da equipe de peritos da Polícia Civil (PCERJ), os denunciados Frias, Salviano, Scanfela e Chaves o alteraram fraudulentamente, realizando as condutas acima descritas, com a intenção de criar vestígios de suposto confronto com criminosos”, diz trecho da denúncia, assinada por Paulo Roberto Mello, promotor da 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria da Justiça Militar.

Fonte: Internet

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