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Governo do RJ faz força-tarefa na Supervia; PM tenta retomar estações | Rio de Janeiro

O governo do RJ iniciou nesta sexta-feira (8) uma força-tarefa nos ramais da Supervia, a concessionária que opera os trens na Região Metropolitana do Rio. Uma das ações é o plano de retomada, pela PM, de 12 estações consideradas perdidas para o crime organizado.

A TV Globo apurou que entre elas estão Manguinhos, na Zona Norte do Rio; Guapimirim; Saruí, em Magé; e Parada Angélica, em Duque de Caxias.

1 de 3 PM faz vistoria na Supervia na Estação Suruí, em Magé — Foto: Reprodução

PM faz vistoria na Supervia na Estação Suruí, em Magé — Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (7), o governador Cláudio Castro (PL) anunciou o conjunto de ações no sistema ferroviário e a suspensão das negociações com a Supervia “até que a concessionária cumpra suas obrigações e normalize o serviço”.

Na última quarta-feira (6), dois ramais ficaram parados a manhã inteira por causa de roubo de cabos, segundo a Supervia.

“É inadmissível atribuir todas as questões ao furto de cabos. Mesmo quando atacamos diretamente esse ponto, os números destacados pela concessionária não se sustentam, quando confrontados com registros oficiais da Agetransp [a agência reguladora”, declarou Castro.

“Segundo a concessionária, em 2021 foram furtados 38 km de cabos. Se o número fosse real, não havia mais trens em circulação”, emendou.

O governador acrescentou que a concessionária não faz os registros das ocorrências no momento do delito. “Deliberadamente, opta por fazer o registro em lotes, o que atrapalha a investigação, a identificação e a punição dos criminosos”, afirmou.

2 de 3 PM faz vistoria na Supervia na Estação Suruí, em Magé — Foto: Reprodução

PM faz vistoria na Supervia na Estação Suruí, em Magé — Foto: Reprodução

Castro determinou que nesta sexta a Secretaria Estadual de Transportes, a Central Logística e a Agetransp façam “uma vistoria técnica em um dos ramais” — o governador não especificou qual.

O Procon estadual também vai a Deodoro para verificar a lotação, o estado de conservação e os intervalos entre as composições. Os agentes também vão conferir acessibilidade e o espaço entre o trem e a plataforma.

Para Castro, essa quebra na negociação “não vai sobrar para o usuário”. “Ao contrário, ela vai melhorar o serviço. Até porque eles querem ter recomposição [tarifária]. Senão, eles que vendam a concessão, e a gente negocia com o próximo”, afirmou.

3 de 3 Passageiros aguardam trem na Estação Nova Iguaçu da Supervia — Foto: Reprodução/TV Globo

Passageiros aguardam trem na Estação Nova Iguaçu da Supervia — Foto: Reprodução/TV Globo

Fonte: Internet

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