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Polícia interdita tarega de recluso pela morte de perito no Rio | Rio de Janeiro

Lourival foi preso juntamente com seu filho, o sargento da Marinha Bruno Santos de Lima, e outros dois militares: o cabo Daris Fidelis Motta e o terceiro-sargento Manoel Vitor Silva Soares.

Todos passarão por audiência de custódia na terça-feira (17), mesmo dia do enterro de Renato Couto.

Vídeo mostra discussão entre perito e dono do ferro-velho horas antes do crime

Um dos irmãos de Bruno, que estava no ferro-velho interditado, estava no local retirando peças velhas e foi detido pelos agentes. Na delegacia, foi ouvido e liberado.

Nesta segunda-feira, uma perícia indicou que, após ser baleado, Renato Couto foi jogado ainda vivo no rio Guandu, em Japeri, na Zona Norte: a causa da morte foi indicada como afogamento.

Corpo é achado nas buscas por perito morto por militares da Marinha

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Parentes e amigos de perito morto choram depois de remoção do corpo

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Uma testemunha contou detalhes da emboscada. Um vídeo mostra momentos de uma discussão entre Renato, Lourival, Bruno e os demais envolvidos.

Acusado por morte de policial civil no Rio é preso em alojamento da Marinha

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Na gravação, Renato, de verde, aponta uma arma e grita para Lourival, de cinza. Em alguns momentos, o papiloscopista bate no dono do ferro-velho.

Segundo as investigações, Renato tinha encontrado peças furtadas de uma obra sua no estabelecimento de Lourival e foi cobrar a devolução ou o ressarcimento.

“Ajoelha, c*ralho”, grita Renato. “Não pode comprar produto roubado! Você me respeita!”

Depois dessa discussão, ainda de acordo com a polícia, Lourival falou com o filho, o sargento da Marinha Bruno Santos de Lima, para revolver a questão.

A polícia afirma que, a partir daí, pai e filho arquitetaram uma emboscada.

Bruno chamou dois colegas de farda, o cabo Daris Fidelis Motta e o terceiro-sargento Manoel Vitor Silva Soares, e combinou um novo encontro com Renato para a tarde de sexta, prometendo uma solução.

Quando Renato chegou, ele foi rendido pelos quatro.

A emboscada, segundo a testemunha

  • Eram 14h30 de sexta-feira quando Lourival, Daris e Manoel seguram Renato por trás.
  • O trio tenta algemá-lo. Renato reage, e só um pulso é preso.
  • Bruno, armado, ordena: “Deita no chão!”
  • Um dos três que tentavam imobilizá-lo grita para Bruno: “Aplica esse cara logo!”
  • Bruno dispara, atingindo Renato na perna.
  • Renato não cede e procura se desvencilhar.
  • Bruno atira de novo, agora acertando o perito no peito.
  • Renato começa a desfalecer, mas diz: “Eu não fiz nada, eu não fiz nada!”
  • Um dos agressores diz: “Ele vai cair, ele vai cair!”
  • Lourival recolhe as cápsulas dos disparos.
  • Bruno, Daris e Manoel arrastam a vítima para dentro da van da Marinha.
  • Lourival bate e chuta várias vezes em Renato, desacordado.
  • Bruno dispara uma terceira vez contra o papiloscopista.
  • Renato é colocado na van.

Os quatro confessaram o crime e disseram que jogaram Renato de uma ponte do Arco Metropolitano sobre o Rio Guandu, em Japeri.

O corpo de Renato foi localizado na manhã desta segunda-feira (16), três dias após o crime. Parentes o reconheceram ainda às margens do Rio Guandu e se emocionaram (veja acima).

O Globocop sobrevoava a área das buscas quando avistou um corpo parcialmente submerso preso sob galhos. Bombeiros o recolheram e o levaram para o solo.

A Marinha do Brasil (MB) informou que tomou conhecimento, na noite de sábado (14/05), sobre uma ocorrência, com vítima, envolvendo militares da ativa do Comando do 1º Distrito Naval, objeto de inquérito policial no âmbito da Justiça comum. “Os militares envolvidos foram presos em flagrante pela polícia e responderão pelos seus atos perante a Justiça”, disse.

“A MB lamenta o ocorrido, se solidariza com os familiares da vítima e reitera seu firme repúdio a condutas e atos ilegais que atentem contra a vida, a honra e os princípios militares.”

“A MB reforça, ainda, que não tolera tal comportamento, que está colaborando com os órgãos responsáveis pela investigação e informa que abriu um inquérito policial militar para apurar as circunstâncias da ocorrência”, emendou.

Fonte: Internet

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