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Rio tem 14 cidades prontas para receber a Tecnologia 5G

Depois do leilão no início do mês, o desafio agora é atualizar as legislações para que os municípios recebam a tecnologia 5G. E ela já está pronta para desembarcar em 14 cidades fluminenses – fora outras oito que estão com o projeto de lei tramitando. A Firjan vem atuando junto às Câmaras de Vereadores e ao Fórum de Desenvolvimento do Rio, da Alerj, para mobilizar e assessorar as autoridades municipais a adequarem suas legislações para a tecnologia, que vai trazer mudanças radicais na economia e no dia a dia dos cidadãos. Por isso, a Firjan promove nesta segunda-feira (22/11) o evento “5G e a Indústria Brasileira: impactos de curto e médio prazos”, que reúne grandes empresas para debater as principais oportunidades trazidas pela tecnologia.
Os 14 municípios fluminenses que já estão com legislação vigente são: Rio de Janeiro, Petrópolis, Nova Friburgo, Itaocara, São Sebastião do Alto, Cachoeira de Macacu, São João da Barra, Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, Itaperuna, Rio das Flores, Volta Redonda, Valença e Duas Barras. Já entre as cidades que estão com os PL’s tramitando estão: Conceição de Macabu, Duque de Caxias, Mangaratiba, Miguel Pereira, Macaé, Niterói, São Francisco de Itabapoana e Teresópolis. O levantamento foi feito pela Firjan a partir de informações colhidas até 11 de novembro.

De acordo com o cronograma da Anatel, as capitais e o Distrito Federal vão contar com a nova tecnologia já no ano que vem, e em seguida virão as cidades que primeiro atualizaram sua legislação. Campos, por exemplo, foi a primeira do estado – e a quinta do Brasil – a aprovar a Lei do 5G. A Firjan vem desde o início de 2020 se reunindo com autoridades municipais de todo o estado, inclusive prestando apoio jurídico sobre o tema.
Para Felipe Meier, presidente do Conselho Empresarial de Competitividade da Firjan, “o 5G será um elemento fundamental nos mais diferentes segmentos da sociedade. Realidade aumentada, realidade virtual móvel e Internet das Coisas são apenas alguns exemplos que farão parte do nosso cotidiano, e que vão fomentar inclusive novas formas de fazer negócios. Daí a importância de a Firjan estar atenta aos desafios na regulamentação de novas tecnologias”, destacou Felipe, que preside também o Sindicato da Indústria de Eletrônica, Telecomunicações, Componentes e Similares do Estado do Rio de Janeiro (Sinditec).
5G na indústria
Por conta dessas mudanças, o evento “5G e a Indústria Brasileira: impactos de curto e médio prazos”, promovido pela federação, vai reunir algumas associações e grandes empresas em torno do assunto. Com abertura do presidente Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, representantes da Petrobras, Vale, Enel Rio e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), vão debater as principais oportunidades trazidas pelo 5G, as transformações nos produtos, processos e insumos, além de mostrar como as empresas líderes vêm se preparando para esse cenário.
O evento acontece entre as 10h e 12h da próxima segunda-feira (22/11), e poderá ser acompanhado pelo link: https://youtu.be/6k2lcTSf1Lk.
Revolução do 5G
O 5G pode comportar centenas de dispositivos conectados ao mesmo tempo, bem como pode atingir até 100 gigabytes por segundo – 100 vezes mais do que o 4G, tornando a nova tecnologia capaz até de concorrer com a banda larga. No entanto, o 5G exige de 5 a 10 vezes mais antenas do que o 4G, que também será ampliado a partir do leilão.
Os novos equipamentos são menores, silenciosos e ocuparão espaços mais comuns, como postes de iluminação, sinais de trânsito, fachadas e telhados de prédios públicos – motivo pelo qual é necessária uma lei específica. A expectativa é de que até 2028, o 5G esteja instalado em todas as cidades brasileiras com até 30 mil habitantes.

A previsão é de o 5G movimente cerca de R$ 50 bilhões em investimentos a partir do ano que vem. Mas, para implementar a tecnologia, é necessário aumento expressivo no número de antenas. Dados da Anatel apontam que os investimentos feitos pelo 5G vão refletir no aumento médio de 1% no PIB por ano até 2035. A agência destaca que o objetivo é atingir 95% do território nacional.

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